quinta-feira, 10 de julho de 2014

A Moleira do bebê

Uma das grandes preocupações dos pais assim que o bebê nasce é a moleira dele (é uma preocupação minha também) e pesquisado sobre o assunto achei esse texto e espero ajudar vocês também. :)


Os médicos chamam a moleira de fontanela. Essa delicada região da cabecinha dos bebês costuma ser motivo de aflição constante dos pais. Muitos nem a tocam, com medo de causar algum dano ao cérebro do recém-nascido. Conhecer suas peculiaridades ajuda a entender que ela não é tão frágil quanto parece.

Para começar, o bebê tem duas moleiras. A menor fica atrás da cabeça e geralmente nem é notada pelos pais. A outra todo mundo logo vê: é maior e fica no alto da cabeça. Seu tamanho varia de criança para criança, mas, em média, costuma ter área equivalente a duas ou três vezes a daquela parte mais gordinha do polegar de um adulto.

Grande serventia

As moleiras têm funções muito importantes. A primeira é permitir que a caixa craniana do bebê se contraia na hora do parto, para facilitar a passagem de sua cabeça pelo canal vaginal. É que o crânio de uma criança não é uma peça única, mas um conjunto de ossos unidos entre si por tecidos resistentes e elásticos como as moleiras.


A segunda função das fontanelas é proteger o cérebro enquanto ele cresce e até que os ossos cranianos “colem”, fiquem soldados uns nos outros. Isso só acontece entre os 11 e os 15 meses de idade, pois o desenvolvimento do cérebro do bebê é muito acentuado no primeiro ano de vida. Nesse período, para você ter uma idéia, o perímetro da cabeça de seu filho aumenta cerca de 10 centímetros — “o mesmo tanto que crescerá durante os 20 anos de vida seguintes”, compara o pediatra Jaime Murahovschi, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Santos.

Proteção natural


Enquanto a cabecinha do seu bebê cresce, você não precisa tomar medidas extremas, além dos cuidados normais. “O cérebro da criança fica muito bem protegido, porque o tecido que compõe a moleira é tão resiste-te quanto uma lona”, assegura o pediatra Jayme Murahovschi.
A atenção maior dos pais deve ser dirigida às consultas pediátricas no primeiro ano de vida, pois justamente dessa rotina faz parte a medição do diâmetro da cabeça da criança e a verificação das moleiras, que são indicações importantes de que o bebê está se desenvolvendo bem.

Sinais de alerta
- Moleira abaulada, ou seja, um pouco levantada, mais febre podem sinalizar um quadro
de meningite, e será preciso consultar logo um médico.

- Moleira um pouco afundada e diarreia podem indicar desidratação.

- O fechamento precoce da moleira (antes dos 6 meses) pode caracterizar algum problema congênito. Em alguns casos, será necessária intervenção cirúrgica, para permitir o adequado crescimento do cérebro.

- A demora no fechamento pode indicar problemas como a hidrocefalia, que é o acúmulo exagerado de água no cérebro.

- A pulsação da moleira, resultado da pressão arterial no cérebro, é normal, especialmente quando a criança chora. Só deve preocupar se for muito forte e o bebê apresentar outros sintomas, como febre.

Nenhum comentário:

Postar um comentário